A luz de outubro aponta para o futuro!

GENNADY ZYUGANOV

Em sua saudação aos 100 anos da Revolução Russa, Gennady Ziuganov, presidente do Comitê Central do Partido Comunista da Federação Russa (PCFR) e líder da bancada do partido na Duma (o parlamento russo), faz uma importante consideração: a Revolução não é apenas o seu glorioso passado, mas, sobretudo, o futuro – que será impossível de construir sem o seu legado.

Nesta edição de nosso suplemento, publicamos também o programa de transição a que se refere Ziuganov, intitulado, “10 passos para uma vida digna”.

C.L.

A luz de outubro aponta para o futuro!

GENNADY ZYUGANOV

O mundo comemora os 100 anos da Grande Revolução Socialista de Outubro. Este evento é muito esperado por todo o Planeta. Em cada canto da Terra há aqueles que refletem sobre o significado do Grande Outubro. Aqueles cujos corações batem forte ao ouvir palavras sobre Lenin, sobre o partido dos bolcheviques e sobre o Estado Soviético.

Há 100 anos, os trabalhadores de nosso país levantaram a bandeira vermelha sobre a Rússia. Esses foram os decisivos “dez dias que abalaram o mundo”. Em todos os lugares do planeta se espalharam as consignas curtas, claras para cada homem simples: “Paz aos povos!”, “Pão aos famintos!”, “Terra aos camponeses!”, “Fábricas aos operários!”, “O poder aos soviets!”. Elas eram ouvidas por todos: principalmente por aqueles com cuja inteligência, talento e esforço se criam todos os valores na Terra. Escutavam-nas os povos oprimidos das colônias, dos quais o capital tirava o sangue, e os soldados, que apodreciam nas trincheiras da Guerra Mundial.

Os holofotes do cruzador “Aurora” não só iluminaram os muros do Palácio de Inverno naquele dia.  Eles quebraram as trevas da escravidão capitalista.  Milhões de pessoas encontraram a esperança. Todos eles podiam repetir as palavras de Vladimir Mayakovsky sobre a revolução: “Bendita sejas, bem-aventurada” [Ode à Revolução].

Foi ridículo e mentiroso o alarido dos ratos que tentavam “apagar” o significado do Grande Outubro. A Rússia alcançou a revolução. Ela chegou ao socialismo pelo difícil caminho dos sonhos e das aspirações.  Foi, realmente, um grande avanço.

Durante a Primeira Guerra Mundial, respondemos com o “Decreto sobre a Paz”.

À intervenção estrangeira, com os destacamentos da Guarda Vermelha.

À fome e à devastação, com o “Decreto da terra”, com a NEP e o Plano Goelro.

À inflação desenfreada, com as ‘Chervonets’ [moedas soviéticas de ouro].

À invasão fascista, o país dos Soviets respondeu com as façanhas da Fortaleza de Brest, de Leningrado e Stalingrado, com  dezenas de vitórias stalinistas e com a bandeira vermelha no Reichstag.

A vitória de 1945 teve como fundamento o outubro de 1917.

Como escreveu Pablo Neruda, “Lenin encarnou o grande sonho da humanidade, fazendo-o realidade no país soviético”.

Outubro marcou o começo de uma nova era.  Seus mandamentos principais foram o trabalho e a solidariedade, a igualdade, a fraternidade e o coletivismo. O curso dos acontecimentos adquiriu uma direção qualitativamente nova.  No mapa do mundo apareceu um país onde o homem do trabalho tomou o poder em suas mãos. Os resultados surpreenderam todo o planeta. “O milagre soviético” foram milhares das melhores fábricas e plantas de produção. Foi a liquidação do analfabetismo e a implantação da ciência avançada, a ida ao espaço sideral e um poderoso escudo de defesa.  As garantias únicas no campo da educação, saúde e proteção social. O aparecimento de um novo homem, o homem criativo, que se adiantava ao tempo.

A pátria soviética se transformou na esperança de todos os explorados do planeta. Seu exemplo inspirou a George Dimitrov e Ernst Thaelmann, a Ho Chi Minh  e Che Guevara, a Fidel castro e Hugo Chavez, a  muitos outros heróis da luta pela felicidade dos povos e pela igualdade. Uma série de países começou a construir uma nova sociedade. O sistema colonial foi quebrado. Os maiores falcões dos EUA e da OTAN se enfrentaram com o nosso país.

Hoje, a principal conquista de Outubro – o Estado Soviético – não existe mais. Nós não o salvamos. Ele foi criminosamente destruído. Mas o tempo não parou. O capitalismo vai de uma crise para outra. Ele gerou terrorismo, desencadeia mais e mais guerras. A única maneira de escapar dessa rua sem saída é o socialismo. E isso não é utopia. O legado de outubro inspira países inteiros. A China e o Vietnã, com seus sucessos. Cuba, a RPDC e Venezuela se mantêm com decisão.  A experiência da irmã Bielorrússia é instrutiva.

Como herdeiros da Grande Revolução de Outubro, lutamos pelo retorno do país ao caminho do desenvolvimento e do progresso equitativos. Como os bolcheviques, 100 anos atrás, o Partido Comunista da Federação Russa propõe hoje, como estratégia de salvação, o Programa de “10 passos para uma vida digna”. Juntamente com nossos simpatizantes, nos opomos ao fascismo, ao chauvinismo e aos partidários de Bandera [capo fascista ucraniano (1909-1959)].

Temos por trás de nós a verdade da vida, atrás de nós está a grande lógica da história. A comemoração de um século da Revolução não é uma festa sobre o passado, mas sobre o futuro. E nós, com certeza, seremos vitoriosos!  A luz de outubro está dirigida para o amanhã.

Estamos convencidos que o sol do Socialismo brilhará de novo sobre a Rússia e o mundo todo!

Feliz festa para vocês, camaradas! Feliz aniversário Revolução!

Viva o Grande Outubro

Viva o socialismo!

LEIA TAMBÉM (do mesmo autor): Dez passos para uma vida digna

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